Gil convocou os presentes a, em março do ano que vem, retomar a discussão. “Aqui foi um aquecimento e voltaremos dispostos para a corrida contra o tempo e contra as dificuldades inerentes a todo diálogo. É preciso que estejamos abertos para estabelecer novos modelos diante da nova realidade e dinâmica que se apresenta. O tempo ruge e precisamos dar a resposta a seus rugidos”, brincou. “A história exige que estejamos amadurecidos para este debate que será permanente.”
Ele lembrou que hoje o direito autoral tem várias formas de gestão, da coletiva à direta, exercida pelo próprio criador, e que é preciso encontrar uma convergência para estes diversos interesses. “Os clamores pela mudança são muito audíveis”, comentou. Gil ressaltou também que a reunião de tantos criadores, produtores e estudiosos da questão do direito autoral já evidenciou a importância do tema para a sociedade brasileira. “O direito autoral também está no campo do afeto e é preciso humanizá-lo. E esta reunião, que também inclui o afeto, já é uma resposta dada à questão que se coloca.”
Em 2008, o MinC pretende realizar mais seis seminários como o desta quarta-feira, 05 de dezembro de 2007, cinco nacionais e um internacional e, ao fim do ano, pretende ter um projeto de lei para enviar ao Congresso Nacional.
Fonte: http://www.funarte.gov.br/novafunarte/funarte/publicador/noticiavisualizar.csp?OBJID=484