O INPI, responsável pela análise e concessão das indicações geográficas, e parceiro oficial no projeto, irá fornecer instrutores nos cursos para os produtores e técnicos locais, orientando-os sobre o processo de registro.
– Eles estão como o Vale dos Vinhedos em 1995. É o início de um processo longo, mas que traz ótimos resultados para quem consegue a indicação geográfica – comentou Lucia Regina Fernandes, analista de indicação geográfica da Coordenação-Geral de Outros Registros, vinculada à Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI.
O Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, obteve a indicação geográfica para seus vinhos em 2002. Desde então, só obteve bons resultados. Na região, as terras se valorizaram entre 200% e 500% e, segundo dados da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), o número de visitantes na região cresceu 168% entre 2001 e 2007, passando de 45 mil para 120 mil. A qualidade do produto foi reconhecida até pela União Européia.
Além do vinho do Vale dos Vinhedos, estão protegidos com a Indicação de Procedência a Região do Cerrado Mineiro, para o café, o Pampa Gaúcho da Campanha Meridional, para a carne bovina, e Paraty (RJ), para a aguardente de cana tipo cachaça.
Fonte: http://www.inpi.gov.br/noticias/produtores-de-feijao-do-tocantins-buscam-o-diferencial-da-indicacao-