Na França, Lúcia Regina Fernandes, analista de Indicação Geográfica, conheceu a história e o procedimento das autoridades francesas em relação a IGs de pimenta, vinho e queijo. Para ela, a experiência francesa é interessante pela presença de certificadoras de terceira parte que verificam se os produtos estão cumprindo as normas de produção. Outra característica do sistema de IG francês é a adequação das normas sanitárias para permitir a comercialização de produtos como os queijos com maturação abaixo de 40 dias.
Em Lisboa a Coordenadora de Outros Registros do INPI, Maria Alice Calliari, participou de um fórum sobre a revisão do Acordo de Lisboa, tratado internacional que permite o reconhecimento de IGs em diversos países. Hoje somente 26 países aderiram ao Acordo, considerado muito restritivo. Ele obriga o reconhecimento certificado estrangeiro se o INPI local não se manifestar num prazo considerado muito curto.
Além de dar palestras em países da Comunidade Andina, Calliari recebeu em Bogotá convite para que o INPI participe de discussões sobre a harmonização das normas de certificação na América do Sul.
Fonte: http://www.inpi.gov.br/noticias/experiencia-europeia-pode-aprimorar-sistema-brasileiro