Para ampliar este índice em 2010, o INPI investirá ainda mais na capacitação do público e em novas parcerias com entidades que possam dar suporte aos pedidos de IG. Entre elas, estão o IBGE, que auxilia na criação de mapas temáticos e de marcos das regiões; o Ministério da Pesca, que desenvolve projetos de IG na Amazônia; e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem duas possíveis IGs – as panelas de barro de Goiabeiras (ES) e a renda de Divina Pastora (SE) – publicadas em seu Livro dos Saberes do Brasil. Isso sem contar os parceiros que já trabalham com o INPI, como o Sebrae, a Embrapa, secretarias estaduais e fundações de amparo à pesquisa.
Atualmente, o Brasil possui seis indicações geográficas protegidas: o Vale dos Vinhedos (RS), para o vinho; o Pampa Gaúcho da Campanha Meridional (RS), para a carne; o Cerrado Mineiro (MG), para o café; Paraty (RJ), para a cachaça; o Vale do Sinos (RS), para o couro; e o Vale do Submédio São Francisco (BA/PE) para as uvas e mangas.
As Indicações Geográficas são analisadas pela Coordenação-Geral de Outros Registros, vinculada à Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI.
Confira os pedidos feitos em 2009:
Pelotas (RS), para doces
Região do Jalapão (TO), para artesanato em capim dourado
Norte Pioneiro (PR), para café
Paraíba (PB), para algodão colorido
Porto (Portugal), para vinho
Douro (Portugal), para vinho
Região da Costa Negra (CE), para camarão
Região de Salinas (MG), para cachaça
Barbaresco (Itália), para vinho
Barolo (Itália), para vinho
Fonte: http://www.inpi.gov.br/noticias/produtores-de-cachaca-de-salinas-querem-reconhecimento-de-ig