{"id":6495,"date":"2013-12-03T14:57:00","date_gmt":"2013-12-03T14:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodrigomoraes.com.br.ineo1.com.br\/wp\/2013\/12\/03\/propriedade-industrial-uma-questao-de-marca\/"},"modified":"2025-04-13T20:32:25","modified_gmt":"2025-04-13T20:32:25","slug":"propriedade-industrial-uma-questao-de-marca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodrigomoraes.com.br.ineo1.com.br\/wp\/propriedade-industrial-uma-questao-de-marca\/","title":{"rendered":"Propriedade industrial: uma quest\u00e3o de marca"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px\">A prote&ccedil;&atilde;o da propriedade de marcas e patentes &eacute; um est&iacute;mulo ao investimento em inova&ccedil;&otilde;es e uma condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel ao desenvolvimento econ&ocirc;mico.No Brasil, marcas e patentes s&atilde;o protegidas pela <\/span><strong style=\"color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px\"><a style=\"font-family: &#39;trebuchet ms&#39;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px; color: #2465a4\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9279.htm\" target=\"_blank\">Lei 9.279\/96<\/a><\/strong><span style=\"color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px\">, conhecida como Lei de Propriedade Industrial (LPI), e tamb&eacute;m por tratados internacionais, como a Conven&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o de Paris e o TRIPs. Para executar as normas que regulam a propriedade intelectual no pa&iacute;s, existe o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (<\/span><strong style=\"color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px\"><a style=\"font-family: &#39;trebuchet ms&#39;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px; color: #2465a4\" href=\"http:\/\/www.inpi.gov.br\/portal\/\" target=\"_blank\">INPI<\/a><\/strong><span style=\"color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px\">), autarquia respons&aacute;vel pelo registro e concess&atilde;o de marcas e patentes. <\/span><span style=\"font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; color: #595656\"><\/p>\n<p> <span>Mesmo com uma legisla&ccedil;&atilde;o forte e uma entidade criada especificamente para o setor, uma variedade de situa&ccedil;&otilde;es de mercado e interesses em conflito faz com que muitas demandas sobre esse tema cheguem ao Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ).<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Questionamentos sobre anterioridade e validade de registros, semelhan&ccedil;a de nomes, uso de elementos comuns, identidade de embalagens, funcionamento do INPI e marcas de alto renome est&atilde;o entre os assuntos recentemente discutidos no Tribunal.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Nomes<\/span><\/strong><span> <\/span><\/p>\n<p> <span>H&aacute; casos em que uma empresa, com marca devidamente registrada no INPI, encontra outra empresa que utiliza a mesma marca. Na maioria das vezes, a marca encontra-se registrada em juntas comerciais estaduais.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>A jurisprud&ecirc;ncia do STJ<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=101040\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">entende<\/span><\/a><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"> que o conflito entre marcas e nomes empresariais n&atilde;o pode ser resolvido apenas levando-se em considera&ccedil;&atilde;o a anterioridade do registro. &Eacute; preciso analisar o princ&iacute;pio da territorialidade e o princ&iacute;pio da especificidade, referente ao tipo de produto ou servi&ccedil;o oferecido (REsp 1.204.488).<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>A mat&eacute;ria foi recentemente tratada pela Terceira Turma no Recurso Especial (REsp) 1.191.612, relatado pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino. No caso, a empresa Sociedade Civil Instituto Vera Cruz, propriet&aacute;ria do col&eacute;gio Vera Cruz, tinha registro na Junta Comercial do Par&aacute; desde 1957. Ela foi acusada de utilizar indevidamente a marca, que teria sido registrada em 1979 no INPI, pela Associa&ccedil;&atilde;o Universit&aacute;ria Interamericana.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Os ministros entenderam que, pela disposi&ccedil;&atilde;o territorial das duas empresas, n&atilde;o havia no caso nenhum risco de confus&atilde;o entre os produtos e servi&ccedil;os das duas partes, o que afastava a possibilidade de perda de clientela. Ou seja, a conviv&ecirc;ncia entre o nome empresarial e a marca &eacute; poss&iacute;vel, por&eacute;m, aquela registrada na Junta Comercial do Par&aacute; s&oacute; pode ser utilizada na regi&atilde;o.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Express&otilde;es comuns<\/span><\/strong><span> <\/span><\/p>\n<p> <span>A LPI determina que express&otilde;es comuns n&atilde;o poder&atilde;o ser exclusivas. Algumas vezes, empresas registram marcas pouco criativas, de pouca for&ccedil;a, e depois questionam o registro de marcas semelhantes.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Foi o caso do registro da marca Classificadas Amarelas, questionado judicialmente pela empresa detentoras das marcas P&aacute;ginas Amarelas e Listas Amarelas, julgado pela Quarta Turma no REsp 1.107.558.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Para os ministros, a marca &eacute; composta de um elemento comum inapropri&aacute;vel &ndash; o &ldquo;amarelas&rdquo; &ndash;, que al&eacute;m disso expressa uma caracter&iacute;stica essencial ao objeto comercializado. A exclusividade de seu uso seria contr&aacute;ria &agrave; livre iniciativa.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>&ldquo;A vantagem de incorporar &agrave; marca caracter&iacute;stica descritiva do objeto comercializado atrai, em contrapartida, o &ocirc;nus de criar um sinal distintivo fraco, sem originalidade marcante ou criatividade exuberante&rdquo;, afirmou o ministro Marco Buzzi, relator do recurso.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Marca sin&ocirc;nimo<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><strong><span> <\/span><\/strong><\/span><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><br \/> <span>Uma empresa pode registrar um nome comum como marca e, com o tempo, esse nome tornar-se sin&ocirc;nimo do produto vendido. Com o car&aacute;ter distintivo reduzido pela forte rela&ccedil;&atilde;o com o produto, a marca passa a ser de uso comum, podendo ser utilizada por terceiros de boa-f&eacute;.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Foi o caso do termo &ldquo;paleteiras&rdquo;, hoje utilizado para determinar aqueles carrinhos de supermercado usados para levantar caixas. A quest&atilde;o chegou ao STJ depois que uma empresa registrou o dom&iacute;nio de internet www.paleteiras.com e a detentora da marca Paleteira buscou na Justi&ccedil;a a proibi&ccedil;&atilde;o do seu uso.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Segundo a decis&atilde;o dos ministros no REsp 1.315.621, o monop&oacute;lio de um nome em benef&iacute;cio de um comerciante geraria exclusividade, favorecendo o com&eacute;rcio de forma &uacute;nica e impedindo que a divulga&ccedil;&atilde;o de produtos semelhantes fosse feita por seu nome comum. Os similares teriam de buscar nomes aleat&oacute;rios desconhecidos, o que dificultaria sua identifica&ccedil;&atilde;o pelos consumidores.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Alto renome<\/span><\/strong><\/p>\n<p> <span>A LPI prev&ecirc; prote&ccedil;&atilde;o especial &agrave;s marcas consideradas de alto renome, por&eacute;m n&atilde;o estabelece os requisitos necess&aacute;rios para sua caracteriza&ccedil;&atilde;o. O INPI regulamenta , em sua<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.inpi.gov.br\/images\/stories\/RES_INPI_121-05-Procedimentos_Aplicacao_Art_125_da_LPI.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">Resolu&ccedil;&atilde;o 121\/05<\/span><\/a><\/strong>, como o alto renome no Brasil pode ser determinado.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Em fevereiro, a empresa produtora e distribuidora da vodca Absolut entrou com o<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=108729\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">REsp 1.162.281<\/span><\/a><\/strong>. A declara&ccedil;&atilde;o de alto renome foi conseguida pela empresa em senten&ccedil;a judicial, que ainda conferiu &agrave; marca prote&ccedil;&atilde;o especial em todas as classes e condenou o INPI a proceder &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es administrativas cab&iacute;veis. A senten&ccedil;a foi anulada pela segunda inst&acirc;ncia.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Ao analisar a quest&atilde;o, a ministra Nancy Andrighi entendeu que a resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; incompleta e omissa na regulamenta&ccedil;&atilde;o do artigo 125 da LPI, o que justifica a interven&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a. Por&eacute;m essa omiss&atilde;o n&atilde;o pode ser suprida pelo Poder Judici&aacute;rio, que n&atilde;o pode decidir o m&eacute;rito administrativo, apenas determinar que o procedimento seja conclu&iacute;do em tempo razo&aacute;vel.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Marca not&oacute;ria<\/span><\/strong><\/p>\n<p> <span>Uma vez afastado o alto renome, uma empresa n&atilde;o pode exigir que sua marca n&atilde;o seja utilizada em produtos de segmentos completamente diversos daquele no qual est&aacute; registrada.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Um dos casos de grande repercuss&atilde;o <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=106197\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">analisados<\/span><\/a><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"> pelo STJ foi o REsp 1.232.658, em que as empresas Yahoo! Inc. e Yahoo! do Brasil buscavam impedir que a empresa Arcor do Brasil comercializasse goma de mascar com marca id&ecirc;ntica.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Segundo os autos, embora a marca possua uma notoriedade em seu ambiente, o digital, e goze de prote&ccedil;&atilde;o legal independentemente de registro, ela n&atilde;o &eacute; uma marca de alto renome, que possibilite alcan&ccedil;ar outros ramos de atividade.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Sistema declarativo<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><strong><span> <\/span><\/strong><\/span><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><br \/> <span>E quando uma empresa solicita o registro de uma marca no INPI, mas antes de sua an&aacute;lise v&ecirc; um concorrente lan&ccedil;ar no mercado um produto do mesmo tipo com marca e embalagem semelhantes?<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>A<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=103046\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">jurisprud&ecirc;ncia<\/span><\/a><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"> do STJ entende que o sistema declarativo de prote&ccedil;&atilde;o de marcas e patentes, aquele que prioriza o primeiro a utilizar a marca, deve ser considerado (REsp 964.780).<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Recentemente, um fabricante de doces entrou com o REsp 1.292.958 no STJ, para discutir exatamente essa quest&atilde;o. Nos autos, a empresa alegava que outra estava comercializando balinhas com embalagens e nomes semelhantes &agrave;s produzidas por ela.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Para a ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, a aus&ecirc;ncia de registro de marca n&atilde;o impede a sua prote&ccedil;&atilde;o, principalmente se h&aacute; dep&oacute;sito de requerimento na institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel. Sem esse cuidado, a marca pode terminar deteriorada.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Atos administrativos<\/span><\/strong><\/p>\n<p> <span>O registro de marcas no INPI tem procedimentos determinados pela pr&oacute;pria autarquia. Quando um pedido &eacute; analisado pelo presidente da institui&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o superadas todas as inst&acirc;ncias administrativas. Se uma marca tem o registro negado ap&oacute;s todo o tr&acirc;mite normal, n&atilde;o h&aacute; motivos para a intromiss&atilde;o do Judici&aacute;rio no caso.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Em 2008<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=108748\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">chegou<\/span><\/a><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"> ao STJ o REsp 1.080.074, do pr&oacute;prio INPI. No caso, uma marca n&atilde;o foi registrada pela exist&ecirc;ncia de outra que poderia vir a causar confus&atilde;o, mas ap&oacute;s todo o processo na autarquia, a marca impediente foi declarada caduca. Como a caducidade s&oacute; pode ser considerada a partir de sua declara&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; irregularidade ou ilegalidade no ato administrativo.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>A quest&atilde;o da<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=84930\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">caducidade<\/span><\/a><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"> tamb&eacute;m foi tratada pelo STJ em um processo de grande repercuss&atilde;o, quando o Tribunal julgou os embargos de diverg&ecirc;ncia no REsp 964.780. Estava em discuss&atilde;o o uso do nome &ldquo;Show do Milh&atilde;o&rdquo; por um programa televisivo do SBT.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Como depende de uma declara&ccedil;&atilde;o de determinada circunst&acirc;ncia f&aacute;tica, como a inexist&ecirc;ncia de uso ou interrup&ccedil;&atilde;o de uso, a caducidade deve ter efeitos prospectivos, isto &eacute;, s&oacute; passa a ter validade ap&oacute;s sua determina&ccedil;&atilde;o.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Compet&ecirc;ncias conflitantes<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><strong><span> <\/span><\/strong><\/span><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><br \/> <span>Outro problema comum no direito marc&aacute;rio &eacute; o registro de marcas parecidas com outras j&aacute; existentes, o que pode confundir o consumidor e resultar na desvaloriza&ccedil;&atilde;o da marca primeiramente registrada. Tal fato faz com que o lesado possa pedir na Justi&ccedil;a tanto a anula&ccedil;&atilde;o do registro no INPI quanto uma indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Por&eacute;m, apesar de posi&ccedil;&otilde;es individuais contr&aacute;rias entre os ministros da Segunda Se&ccedil;&atilde;o, a jurisprud&ecirc;ncia do STJ tem entendido que a compet&ecirc;ncia para analisar os pedidos n&atilde;o &eacute; a mesma. Conforme determina&ccedil;&atilde;o legal, as anula&ccedil;&otilde;es de marcas s&oacute; podem ser julgadas pela Justi&ccedil;a Federal.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>A quest&atilde;o foi tratada pela Quarta Turma no<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=108943\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">julgamento<\/span><\/a><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"> do REsp 1.188.105, de relatoria do ministro Luis Felipe Salom&atilde;o, que determinou que a an&aacute;lise dos dois pedidos cumulados seria imposs&iacute;vel a um mesmo juiz. Afastada a an&aacute;lise dos danos morais, a quest&atilde;o marc&aacute;ria do caso foi julgada.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Uma empresa de salgadinhos registrou no INPI a marca Cheese.ki.tos. Com nome e embalagem semelhantes aos do salgadinho Cheetos, distribu&iacute;do pela Frito-Lay, o produto visava exatamente o mesmo mercado consumidor. Com a decis&atilde;o, o uso da marca ficou proibido.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <strong><span>Controv&eacute;rsia<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><strong><span> <\/span><\/strong><\/span><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><br \/> <span>Uma quest&atilde;o controversa no STJ &eacute; a do reconhecimento incidental da poss&iacute;vel invalidade dos registros, sem a&ccedil;&atilde;o direta, pela Justi&ccedil;a estadual. Ao analisar pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o de tutela, o juiz ou tribunal federal poderia negar prote&ccedil;&atilde;o a uma marca n&atilde;o invalidada pela Justi&ccedil;a Federal, diante de not&oacute;ria semelhan&ccedil;a, com fundamento apenas na aparente invalidade do registro?<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Segundo decis&atilde;o da Quarta Turma no agravo 526.187, a nulidade do registro s&oacute; poderia ser declarada em a&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria proposta pelo INPI, ou com sua interven&ccedil;&atilde;o, perante a Justi&ccedil;a Federal. Por&eacute;m, o reconhecimento da nulidade como quest&atilde;o prejudicial, com a suspens&atilde;o dos efeitos do registro, pode ocorrer na Justi&ccedil;a estadual.<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span>Para a<span class=\"apple-converted-space\"> <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=105414\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; color: #2465a4\">Terceira Turma<\/span><\/a><\/strong>, ainda que a lei preveja a possibilidade de alega&ccedil;&atilde;o da nulidade do registro como mat&eacute;ria de defesa, a nulidade deve ser discutida em a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a Federal. &ldquo;N&atilde;o faria sentido exigir que, para o reconhecimento da nulidade pela via principal, seja prevista uma regra especial de compet&ecirc;ncia e a indispens&aacute;vel participa&ccedil;&atilde;o do INPI, mas para o mero reconhecimento incidental da invalidade do registro n&atilde;o se exija cautela alguma&rdquo;, afirmou a ministra Nancy Andrighi em seu voto no REsp 1.132.449.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&#038;tmp.texto=112470<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prote&ccedil;&atilde;o da propriedade de marcas e patentes &eacute; um est&iacute;mulo ao investimento em inova&ccedil;&otilde;es e uma condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel ao desenvolvimento econ&ocirc;mico.No Brasil, marcas e patentes s&atilde;o protegidas pela Lei 9.279\/96, conhecida como Lei de Propriedade Industrial (LPI), e tamb&eacute;m por tratados internacionais, como a Conven&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o de Paris e o TRIPs. 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